2 de jul de 2011

A descoberta de adira

Precisei chegar aos 44 anos para me encarar no espelho. Precisei respirar fundo para escrutinar o que aquele olhar do meu reflexo queria dizer-me, perceber quem estava aprisionada naquele olhar. Precisei abrir meus ouvidos às vozes interiores rigorosamente reprimidas e escutá-las cantar suas canções, antes tidas por profanas. Precisei, não sem dor nem receios, esfoliar as grossas camadas de preconceitos e ignorância em que fui, durante toda a minha vida, envolvendo e escondendo a minha essência de mim mesma. Precisei abortar aquele projeto de mim para permitir gerar a kajira que existia dentro de minha alma.

Não tinha consciência plena do que eu era, não cogitava sequer o que me era agradável ou não. Teorias, particularmente, pouco me dizem. Porém, nas minhas buscas algo verdadeiramente me tirou de minha esfera de sombra e trouxe à luz todos meus ensejos: a filosofia de John Norman (o mundo de Gor está, de certa maneira, em plena ressonância com minha espiritualidade. Mas este é um assunto para outra ocasião, pois pode parecer estranho que essa minha jornada seja uma jornada gnóstica). Assim, este embrião foi-se moldando na filosofia Goreana, que veio de encontro a tudo que eu sentia e acreditava. Foi uma identificação profunda, apesar de ainda ser pouco versada neste Universo.

Ato seguinte procurei vivenciar essa minha “nova” realidade. Fui à busca de um DONO. E foi numa tarde que nao prometia nada de especial, numa sala de bate-papo de imagens do UOL, ELE me encontrou. Respondi SUA abordagem, justamente por seu nick vir acompanho das “letrinhas mágicas”: Gor! Começamos a conversar e logo demonstrei meu interesse na filosofia Goreana. Marcamos para o dia seguinte nosso encontro na praça de alimentação de um Shopping.  Muitos podem achar inconseqüência de minha parte, afinal há inúmeros artigos e discussões sobre segurança. Apoio e defendo toda e qualquer medida nesse sentido e não recomendo a ninguém seguir os passos que dei. Porém, sentia-me pronta a assumir qualquer risco. Além do que costumo me guiar por minha intuição e só acredito naqueles em que posso olhar no fundo dos olhos, cara a cara.

Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.” – Oscar Wilde.

Fui ao encontro dELE, desprovida de toda e qualquer expectativa, sem projetar ou idealizar absolutamente nada. Apenas coloquei-me disponível a tudo de novo que estava por vir. Deletei de minha cabeça tudo o que havia pré-concebido, pois bem sei que há um abismo imenso entre o ideal e o real. Lá chegando deparei-me com o Homem de aura magnética, com um olhar que enquanto ia me perscrutando, ia também me tranqüilizando. O timbre de SUA voz era seguro e claro demais para que fosse a voz de quem pretendesse dissimular algo. SEUS gestos eram de quem acolhia e compreendia. Percebi então que ali, naquele momento, que era iniciado o “trabalho de parto”.

A conversa foi franca, direta, sem rodeios. ELE ia me perguntando e eu ia sempre respondendo o mesmo:
MHoG – “Gostas de apanhar?”
eu - “Não sei, nunca experimentei!”
MHoG – “Se vê sendo usada, encoleirada?”
eu -  “Não sei, nunca experimentei!”
MHoG – (Pensou por uns instantes, olhou-me firme e disse) “Vamos?”
eu – “Vamos.”
MHoG – “Então, vamos!”

Entrei no SEU carro e ELE ia me explicando, com muita naturalidade, o que ELE esperava de uma escrava, uma kajira, como ELE agia, falou-me das palavras de segurança que costuma usar, enfim... soube criar toda uma atmosfera agradável e fui cada vez mais me sentindo ansiosa para que começasse o meu “teste”. Não somente ELE iria me testar, mas eu também iria confirmar se meus desejos eram condizentes com a prática ou não.

Chegamos a um Drive-in. O lugar era realmente desalentador, e percebi que ELE me olhava, atento às minhas reações. A todo o momento ELE perguntava como eu estava me sentindo, o que eu estava pensando. Sempre demonstrando zelo e respeito. Na realidade aquele lugar mexeu comigo de uma maneira inusitada. Certamente o projeto de mim que abortei espernearia, negaria. Mas naquele momento não importava o lugar, importava apenas estar totalmente disposta ao que viesse.

Ficamos ao lado do carro, na penumbra. Eu ali parada, já começando a me sentir ofegante, sem saber o que fazer. ELE fechou a cortina da garagem e veio em minha direção. Aqueles poucos segundos pareciam uma eternidade e tive a sensação de que o mundo em volta poderia escutar meus batimentos cardíacos! ELE tirou minha blusa e deixou-me seminua. Virou-me contra a parede, ali mesmo, afastou minhas pernas e braços como se eu estivesse num “X”. Então, veio por trás, ergueu minha saia e perguntou:
- “Tudo bem?”
Respondi que sim. Senti um pouco de medo, senti um pouco de orgulho de mim mesma. Senti que finalmente eu dera meu primeiro passo em direção à minha satisfação. Fechei meus olhos, abri meus sentidos.

Veio a primeira cintada. Coloquei-me em estado de atenção para analisar minhas reações e sensações. É... foi branda, gostei! Ele aumentava a intensidade e assim aumentava minha excitação. Não me movia, não emitia um único som. A sonoridade das cintadas chegava aos meus ouvidos como música, que só foi interrompida pela voz grave dELE perguntando se eu estava bem, se queria parar.
- “Não pare!”. Foi tudo quanto consegui responder.
Estava extasiada, sentia vibrar todas as minhas células. Sentia-me viva, plena, radiante! Começava a descobrir uma infinidade de sensações novas e abria-se uma infinidade de possibilidades que me faziam querer mais e mais. Entre as cintadas senti SUA mão me acariciar. Ah, momento sublime! Ali minhas pernas bambearam, senti um prazer tão intenso que parecia que iria desfalecer.

De repente, ELE abriu a cortina da garagem, que dava para o pátio do Drive–in, deixando-me exposta a quem passasse. Meu coração disparou com essa possibilidade. Eu desejei mais que nunca que alguém passasse por ali, queria que me vissem, queria que o mundo inteiro testemunhasse meu prazer e desejasse estar no meu lugar.
MHoG – "Tendes à exibicionista".

Descoberta, então, uma das minhas primeiras “qualidades”. Minha cabeça ficou confusa, justo eu que sempre andei pelas sombras, fazia questão de não chamar a atenção alheia sobre mim? Anos e anos trabalhando a discrição, o que me fez mudar agora? Não, não era a hora dos porquês, não estava disposta a racionalizar nada, apenas sentir. E senti-me abrasar quando assim exposta.


A esta altura eu já estava totalmente nua. ELE mandou que eu LHE acompanhasse até a cama, de quatro, como um animal. Não pensei, segui-O. ELE sentou-se na cama e ordenou que eu me mantivesse naquela posição, e descansou seus pés em mim. Eu fervilhava em emoções diversas: eu, mesa? Sim! Aquela era a minha hora da verdade, aquela era a ponte que se estendia entre minhas fantasias e desejos e a realidade vivenciada. Não me atentei ao incômodo da posição (não me incomodava), não percebi o peso em minhas costas (não pesava), somente me permiti ficar ali, imóvel. Uma música veio em minha cabeça e a cantarolava experimentando todo o sentido daquele momento (LAM–Pure http://www.youtube.com/watch?v=1pEc8W6dfH0). Ali, despedi-me definitivamente do projeto de mim. Em seguida, ordenou que tirasse seus sapatos e beijasse SEUS pés. Surtei. Pus-me a beijá-LOS ininterruptamente, permitindo vir à tona um sentimento de devoção, de subserviência e de um tipo de alegria nunca antes experimentada. ELE afagou-me os cabelos e disse:.
MHoG – "Tendes à submissa".

Então, levou-me para a cama e ali me fez experimentar outras dores, outras carícias. A cada tapa, a cada toque, eu me deixava levar, já sentia que não estava mais em mim, flutuava, gemia, gozava...
MHoG – "Tendes à masoquista".

Sorri. Absorvi esta não tão novidade como uma sentença de alforria. Minha vida, meu mundo, agora fazia todo sentido. Respirei aliviada, leve. Agora estava na beira da estrada, pronta a trilhar este caminho, com todas as belas paisagens, com todas as pedras, com todos os prazeres e dificuldades que fazem parte de qualquer jornada, ciente de que dali não haveria mais volta. Mas... voltar para que? Para onde? Nenhum feto retorna ao útero que lhe expeliu, pois sabe que ali não cabe mais  

8 de jun de 2011

John Norman e seus livros do mundo de Gor

John Normam nasceu John Frederick Lange Junior em Chicago, Illinois em 1931
Hoje, casado, três filhos e lecionando filosofia em uma universidade nos Estados Unidos.
No final dos anos sessenta, usando o pseudônimo, escreveu o primeiro livro da série ambientada no universo GOR, conhecidos também como as crônicas da contra-terra.



Os livros são considerados obras de ficção científica, sua narrativa carrega em si uma filosofia que valoriza a natureza e sugere que homens e mulheres possuem diferenças, não apenas biológicas, mas que definem que a liderança é natural ao homem, assim como a submissão é natural da mulher.
A série conta hoje com 29 livros publicados.
·         Tarnsman of Gor (1967)
·         Outlaw of Gor (1967)
·         Priest-Kings of Gor (1968)
·         Nomads of Gor (1969)
·         Assassin of Gor (1970)
·         Raiders of Gor (1971)
·         Captive of Gor (1972)
·         Hunters of Gor (1974)
·         Marauders of Gor (1975)
·         Tribesmen of Gor (1976)
·         Slave Girl of Gor (1977)
·         Beasts of Gor (1978)
·         Explorers of Gor (1979)
·         Fighting Slave of Gor (1981)
·         Rogue of Gor (1981)
·         Guardsman of Gor (1981)
·         Savages of Gor (1982)
·         Blood Brothers of Gor (1982)
·         Kajira of Gor (1983)
·         Players of Gor (1984)
·         Mercenaries of Gor (1985)
·         Dancer of Gor (1986)
·         Renegades of Gor (1986)
·         Vagabonds of Gor (1987)
·         Magicians of Gor (1988)
·         Witness of Gor (2001)
·         Prize of Gor (2008)
·         Kur of Gor (2009)
·         Swordsmen of Gor (2010)

Além dessa serie de livros, John Norman também publicou três livros de outra série, chamada "The Telnarian Histories":
·         Time Slave (1975) e
·         Ghost Dance (1979).
·         The Chieftain (1991)
·         The Captain (1992)
·         The King (1993)

Em 1974 também foi escrito um livro intitulado “Imaginative Sex”, que também é regido pelas regras da dominação masculina e submissão feminina, porém não se trata de uma obra de ficção.

John Norman adquiriu fama, e pela sua escolha temática foi bastante criticado.

Fazendo uma análise da qualidade literária e filosófica dos livros de John Norman, diria que a filosofia supera em muito a literatura.
O que apaixona e também tem muita aprovação (existem grupos Goreanos espalhados pelo mundo todo) são as idéias por trás dos 29 livros.

O Texto acima foi escrito pela tavi e esta no http://gorbrasil.com.br/john-norman

19 de mai de 2011

Eis que surge a kajira Adira ...

Adira é uma mulher adorável que vive na região do fuso-horário central, então nem sempre nossos horários combinam. Ela é a primeira garota da minha pequena seqüência de duas e ela abrigou minha outra garota, Kira, sob suas asas para ensiná-la não somente sobre Gor, mas muito do que significa ser uma submissa. Sua paciência e compreensão são imensas e verdadeiramente necessárias, às vezes. E muito bem vindas. Então, eis aqui a história de Adira.

"Meu Mestre pediu-me para escrever sobre por que eu escolhi ser uma escrava no Gor Second Life e por que eu ajoelhava a seus pés.. Esta é uma questão complicada para mim e uma das quais eu venho pensando muito ultimamente. Esperei até o último minuto para responder. Ele questionou por que eu não tinha ainda a certeza de como responder. Ser uma escrava é uma escolha pessoal. Desde minhas memórias mais remotas, eu tinha fantasias sexuais que envolviam meu ser numa posição submissa; tendo de me submeter à vontade de outrem. Eu explorei muito este aspecto tanto na vida real quanto online. Agora, minha forma primária de expressar minhas tendências submissas é no Second Life. Às vezes eu tenho a oportunidade de fazer na vida real e aproveito muito essas ocasiões, mas no Second Life é muito mais fácil para mim e há uma gratificação imediata. Assim que faço o login, eu sei o meu lugar. Minha identificação mostra isso. Minha coleira mostra isso. Minha roupa mostra o corpo do meu avatar. É óbvio para qualquer um que vê que ela é uma escrava. Isso não se consegue tão facilmente na vida real. Existem muitos fatores envolvidos na vida real que não estão envolvidos no Second Life. Eu posso fazer coisas no Second Life que eu nunca faria em na vida real que nunca faria por uma série de razões. O Second Life me permite ir além do que eu iria na vida real. Isso é um grande atrativo para mim. Mas o que eu quero especificamente, e porque eu escolhi ser uma escrava no Second Life é porque preenche algo em mim. Ao mesmo tempo em que eu não concordo com todos os princípios do Gor, eu concordo com a maioria deles. Eu acredito em Honra. Eu acredito em Lealdade.. Eu acredito que as pessoas deveriam viver por um código de ética. Essas coisas eu consigo no Gor Second Life. Claramente existem pessoas que não compreendem. Por isso eu demorei tanto tempo para achar um Dono que eu quisesse que me possuísse. Eu não queria qualquer avatar masculino para o meu avatar. Eu queria uma pessoa que entendesse o que significava ser Goreano... e todos os seus aspectos. Eu estava para desistir. Mas então conheci Adam.

Adira idealizou. Eu honestamente pensei que nunca acharia um mestre. Eu gastei tempo nos ambientes Goreanos. Um lugar que eu geralmente detesto. Mas não tinha outras opções que me pusessem na coleira à força. Então, ali eu ajoelhei. Eu o vi e, sendo leitora de perfis como sou, eu li o dele. Ele claramente tem um senso de humor. Mas seu perfil dizia que estava dando um tempo de Gor. Então... por que ele estava ali? Sendo a garota ousada que sou, mandei uma mensagem. Começamos a conversar... ele me atraiu para mais perto. Eu fiquei impressionada com o quanto ele sabe e seus pensamentos sobre Gor e sua filosofia. Nossas idéias geralmente casavam. Isso era um ponto a mais. Estávamos ambos para sair, mas ao invés disso nos juntamos um ao outro. Acho que um convenceu o outro de que havia algo que ainda valesse a pena em Gor. E eis o porquê de eu ajoelhar-me a seus pés e servi-lo. Meu mestre é um goreano honrado. Ele tenta educar e explorar. Ele não teme que eu dê minhas opiniões e me encoraja a ter voz própria. Ele ouve quando eu preciso, mesmo que ele possa não querer. Ele é um bom homem para eu ser possuída por ele, muito embora eu me sinta muito exigente com ele. Há pouco mais de 3 meses que ele me deu a coleira e me fez passar por todas as provas e tribulações, e eu sou orgulhosa de ser dele. Espero que ele esteja feliz de ter me achado também. (Nota do Mestre: ele está).
Espero que isto responda as questões sobre mim – não poderia ser mais concisa."

6 de mai de 2011

por que MASTER?

Vivo e convivo neste meio a mais de 15 anos, desde os velhos tempos do Vahalla da querida BARBARA REINE.
sou do tmpo em que a internet era uma coisa dificil, e era criada a sala de "escravas e submissas" no bate papo de uol.
com o tempo veio o Dommina, o Liben's do meu querido amigo Mister K Rock (saudades daquele cantinho).
e com o tempo vem a sabedoria, claro que eu não seria oq ue sou hoje sem a ajuda de algumas meninas que passaram pela minha vida e trocando conhecimentos comigo.
Então, ao chegar aos 50 anos, decidi que estou pronto para me tornar um Master.

4 de mai de 2011

O inicio

"uma jornada de mil milhas só começa com o primeiro passo"


Voce pode perguntar:
Por que eu dei o primiero passo para criar e alimentar um blog diariamente falando sobre BDSM e principalmente sobre Gor?
E EU te direi:
- O conhecimento tem que ser reapassado.